19 de junho, 22:00
Local
cobrafuma
puro e duro, assim se quer o rock. chocalho de bota dura em gravilha gasta, guitarras ao alto e fumo denso, jogos de snooker em que ninguém mete a preta e mais de 666 cervejas entornadas irmãmente entre o corpo, o chão, e o balcão, qual santíssima trindade, três elementos da mesma substância, das mesmas substâncias, pois se o balcão aguenta o corpo, o corpo aguenta o chão, que remédio.
surgido no pico da pandemia, cobrafuma é um elenco de proto-veteranos do porto que ouviram o chamamento da cobra entre shoppings manhosos, bares de chão pegajoso, encarcerados pela lã de rocha húmida que protege a periferia.
nesta primeira bisca homónima, som é rijo como aço e cheio de veneno, e rasteja entre géneros que não prestam contas a ninguém: punk, thrash e rock’n’roll, sibilado em português suave e bem regado a aguardente bagaceira sem rótulo, para abanar o capacete como se não houvesse amanhã. em barcelos, irão apresentar o álbum de estreia “droga total”, que será editado, em maio, pela lovers&lollypops.





